Experiência administrativa de Zito Barbosa ganha nova dimensão com a candidatura a deputado federal, enquanto Barreiras mantém uma agenda de obras e ações voltadas à mobilidade, segurança e integração do Oeste da Bahia

Vista aérea de Barreiras, um dos principais centros urbanos e econômicos do Oeste da Bahia, região estratégica para o agronegócio e para a integração regional.

Quando se fala em segurança no trânsito, normalmente a atenção se volta para fiscalização, sinalização, comportamento dos condutores e educação dos usuários das vias. Esses fatores são indispensáveis, mas não são suficientes. A qualidade da infraestrutura também interfere diretamente nas condições de deslocamento e na preservação de vidas.

É sob essa perspectiva que Barreiras, no Oeste da Bahia, apresenta uma realidade que ultrapassa os limites do próprio município. Como um dos principais centros urbanos, comerciais e logísticos da região, a cidade exerce influência sobre um território fortemente ligado ao agronegócio e ao transporte de pessoas e mercadorias.

A expansão econômica do Oeste baiano aumenta a pressão sobre ruas, avenidas, pontes e, principalmente, sobre as rodovias utilizadas diariamente para o deslocamento da população e para o escoamento da produção. Em diferentes pontos da região, problemas estruturais, conservação inadequada e a necessidade de ampliação da capacidade das vias representam desafios que também se refletem na segurança viária.

Nesse cenário, a experiência administrativa acumulada nos últimos anos em Barreiras ganha importância. A atual gestão mantém projetos e ações iniciados anteriormente, enquanto novas demandas são incorporadas à agenda municipal.

Para a Associação Brasileira de Educação para o Trânsito, ABETRAN, essa realidade reforça uma compreensão essencial: trânsito seguro não se constrói apenas com campanhas ou fiscalização. É necessário combinar educação, engenharia, planejamento urbano, manutenção das vias, transporte, acessibilidade e políticas públicas capazes de acompanhar o crescimento das cidades e das regiões.

Barreiras e os desafios de uma região que cresce

O movimento de veículos de carga nas rodovias do Oeste baiano acompanha o crescimento do agronegócio e reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e segurança viária.

O desenvolvimento do Oeste baiano transformou profundamente a dinâmica regional.

O avanço da produção agrícola, especialmente de grãos, ampliou a circulação de caminhões, máquinas, veículos de serviço, transporte coletivo e automóveis particulares. Barreiras tornou-se um dos principais pontos de conexão entre diferentes municípios e áreas produtivas, aumentando a importância de sua infraestrutura urbana e rodoviária.

Esse crescimento econômico traz oportunidades, mas também produz novas responsabilidades.

Quanto maior o fluxo de pessoas e cargas, maior a necessidade de estradas adequadas, pontes em boas condições, acessos seguros, sinalização eficiente e planejamento capaz de separar ou organizar diferentes tipos de circulação.

A duplicação de rodovias é uma das questões que integram esse debate. Em uma região de forte produção agropecuária, a ampliação da capacidade viária não representa apenas ganho logístico. Também pode contribuir para reduzir conflitos entre veículos de diferentes características, melhorar a fluidez e criar condições mais adequadas de circulação.

Os sinistros registrados em rodovias da região mostram que infraestrutura e segurança viária precisam ser tratadas de forma conjunta. Trechos com capacidade limitada, ausência de duplicação, condições inadequadas de pavimento, acessos perigosos ou deficiências de sinalização podem aumentar a exposição dos usuários aos riscos.

Por isso, discutir o futuro do Oeste baiano também significa discutir a qualidade das estradas que sustentam sua economia.

Uma cidade precisa ser pensada para quem se desloca

Conselheiros do Crea-BA acompanham intervenções de infraestrutura em Barreiras, entre elas as obras da terceira ponte sobre o Rio Grande.

A mobilidade urbana não começa quando o veículo entra na rua. Ela começa na maneira como a cidade é planejada.

Uma ponte que reduz distâncias, uma avenida requalificada, uma estrada rural recuperada, uma iluminação que melhora a visibilidade ou uma estrutura de comunicação que permite respostas mais rápidas em situações de emergência fazem parte de um mesmo sistema.

Em Barreiras, diferentes intervenções realizadas ou em andamento refletem essa necessidade de ampliar as alternativas de circulação.

A terceira ponte sobre o Rio Grande, que ligará os bairros Barreirinhas e Vila Dulce, está entre as obras estratégicas para melhorar a integração entre diferentes áreas da cidade. A intervenção cria uma nova possibilidade de deslocamento e pode contribuir para distribuir melhor os fluxos de veículos.

A Avenida Enock Ismael também integra esse conjunto de investimentos voltados à melhoria da circulação urbana.

Sob a ótica da segurança viária, obras dessa natureza possuem uma importância que vai além da engenharia. Quanto mais organizada for a circulação, maiores são as possibilidades de distribuir fluxos, reduzir conflitos e oferecer alternativas de deslocamento.

Nenhuma obra, isoladamente, garante um trânsito seguro. Educação, fiscalização, respeito às normas e comportamento responsável continuam indispensáveis. Mas a infraestrutura precisa acompanhar esse esforço.

Acessibilidade também passa pelas estradas rurais

Serviços de recuperação de estradas vicinais ampliam as condições de circulação de moradores, trabalhadores e produtores da zona rural de Barreiras.

Mobilidade não se resume ao centro das cidades.

No interior de um município extenso como Barreiras, as condições das estradas rurais interferem diretamente na vida de comunidades, trabalhadores e produtores.

O município mantém ações de recuperação de estradas vicinais em comunidades como Bezerro, Correio, Tabua da Água Vermelha e Alto da Bela Vista. Os serviços incluem patrolamento, cascalhamento, umidificação das pistas e utilização de máquinas para recuperação dos trechos.

Uma estrada rural em boas condições representa muito mais do que facilidade para veículos.

Ela significa acesso à escola, aos serviços públicos, à saúde, ao comércio e ao trabalho. Também facilita a circulação do transporte escolar, de veículos de atendimento e dos produtores que precisam levar sua produção até os centros de comercialização.

No Oeste baiano, essa questão ganha dimensão ainda maior porque a produção agrícola depende de uma extensa rede de deslocamentos entre propriedades, comunidades, municípios, armazéns, centros comerciais e grandes corredores rodoviários.

Infraestrutura, portanto, também é uma forma de inclusão territorial.

Pontes, rodovias e produção agrícola fazem parte da mesma equação

A relação entre infraestrutura e desenvolvimento fica ainda mais evidente nas intervenções realizadas na região do Rio Branco.

A requalificação da ponte localizada na BA-827, na região do Val do Teiú, envolve a substituição de elementos danificados e a recuperação da estrutura, com impacto direto sobre a circulação de moradores, ônibus escolares, produtores rurais e veículos utilizados no transporte da produção.

O município também informa a construção de três grandes pontes de concreto armado na região do Rio Branco e outras intervenções destinadas a melhorar a circulação e o escoamento agrícola.

Em uma região cuja economia depende fortemente do agronegócio, cada ligação rodoviária possui importância estratégica.

Uma ponte interditada ou uma estrada em condições inadequadas pode aumentar distâncias, elevar custos de transporte, dificultar o acesso a serviços e, em determinadas situações, ampliar os riscos para quem precisa utilizar a via.

Por isso, segurança viária, logística e desenvolvimento regional não devem ser tratados como assuntos separados.

Infraestrutura rodoviária é também uma questão de segurança

O debate sobre as rodovias do Oeste da Bahia precisa considerar a realidade de uma região que cresceu em ritmo acelerado.

O aumento da produção agrícola e da circulação de cargas trouxe consigo uma demanda permanente por investimentos em infraestrutura. A duplicação de corredores estratégicos, a recuperação de pavimentos, a melhoria de acessos e a implantação de estruturas que organizem o tráfego estão entre os desafios que precisam permanecer na agenda pública.

Não se trata apenas de facilitar o transporte da produção.

Uma rodovia mais adequada pode significar melhores condições de ultrapassagem, maior previsibilidade dos deslocamentos, organização dos fluxos e redução de situações de conflito entre veículos leves e pesados.

Em uma região marcada pela presença constante de caminhões e outros veículos de carga, esse planejamento torna-se ainda mais relevante.

A segurança precisa ser incorporada desde a concepção das obras e permanecer presente durante sua operação e manutenção.

Segurança também depende de integração

Guarda Civil Municipal de Barreiras conclui a primeira Jornada de Instrução e Capacitação em Operações Policiais, iniciativa que também marca o início das atividades do Centro de Formação e Ensino da corporação.

Outro aspecto importante é a integração entre os órgãos responsáveis pelo trânsito, segurança e atendimento às ocorrências. Nesse sentido, a qualificação dos profissionais que atuam diretamente nas ruas também passa a ocupar espaço relevante na estratégia municipal.

Um exemplo recente foi a realização da 1ª Jornada de Instrução e Capacitação em Operações Policiais da Guarda Civil Municipal de Barreiras, iniciativa conduzida pela Secretaria de Segurança Cidadã e Transporte que marcou também o início das atividades do Centro de Formação e Ensino da GCM.

A primeira jornada reuniu 38 guardas municipais de Barreiras e dois profissionais convidados de Carinhanha, promovendo, além da capacitação, uma aproximação entre corporações de diferentes municípios da região.

A formação incluiu técnicas de abordagem, defesa pessoal, mediação de conflitos, uso diferenciado da força, ética, cidadania e direitos humanos, além de conteúdos relacionados a primeiros socorros, atendimento pré-hospitalar, preservação de locais de ocorrência e procedimentos de prevenção.

Mais importante do que a realização de um curso específico é a perspectiva de transformar a capacitação em uma atividade permanente. A proposta apresentada pelo Centro de Formação e Ensino prevê novas jornadas periódicas, ampliando a preparação do efetivo e possibilitando também a participação de profissionais de outras cidades.

Essa iniciativa acrescenta uma dimensão regional à política de segurança. Municípios próximos enfrentam desafios semelhantes e podem compartilhar experiências, conhecimentos e procedimentos, fortalecendo a atuação integrada.

A formação também contou com a participação voluntária de profissionais da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da própria Guarda Municipal como instrutores, reforçando a cooperação entre diferentes instituições.

No trânsito, essa integração é especialmente importante. Guardas municipais, agentes de trânsito e demais forças de segurança frequentemente são os primeiros profissionais a chegar a ocorrências nas vias públicas. Preparação técnica, capacidade de comunicação e conhecimento sobre atendimento inicial podem contribuir para uma resposta mais adequada em situações de emergência.

Em uma ocorrência de trânsito, minutos podem fazer diferença no atendimento de uma vítima, na liberação de uma via ou na mobilização das equipes responsáveis pelo atendimento.

Por isso, investir na formação continuada dos profissionais que atuam nas ruas também faz parte de uma política de segurança viária.

Educação, engenharia e fiscalização precisam caminhar juntas

É nesse ponto que a experiência de Barreiras dialoga diretamente com a missão da ABETRAN.

Educação para o trânsito não pode ser entendida apenas como uma campanha realizada em determinado período do ano. Ela precisa fazer parte de uma cultura permanente de respeito, responsabilidade e preservação da vida.

Mas educar também significa compreender que o trânsito resulta da relação entre comportamento humano, espaço público e políticas públicas.

O motorista precisa respeitar o pedestre. O motociclista precisa conhecer os riscos aos quais está exposto. O ciclista precisa encontrar condições adequadas de circulação. O pedestre precisa ter caminhos seguros. E o poder público precisa planejar, executar e manter a infraestrutura necessária.

Educação, engenharia, fiscalização e infraestrutura não competem entre si. Elas se complementam.

Essa visão integrada é fundamental para cidades que crescem e para regiões cuja economia passa a exigir cada vez mais de seus sistemas de mobilidade.

A continuidade administrativa e o planejamento de longo prazo

O prefeito Otoniel Teixeira e o vice-prefeito Túlio Viana representam a continuidade de uma agenda administrativa voltada à infraestrutura, mobilidade e desenvolvimento de Barreiras.

Barreiras também chama atenção pela continuidade de uma agenda administrativa voltada à infraestrutura e ao desenvolvimento.

O atual ciclo de gestão mantém projetos e linhas de atuação construídos nos últimos anos, dando sequência a uma estratégia que começou a ser estruturada durante a administração de Zito Barbosa.

Em áreas como mobilidade e infraestrutura, essa continuidade possui valor próprio.

Grandes obras não são concebidas, contratadas e executadas de maneira instantânea. Pontes precisam de projetos e acompanhamento. Estradas exigem manutenção permanente. A malha urbana necessita de recuperação constante. Sistemas de segurança dependem de equipamentos, treinamento e integração.

Quando existe planejamento de longo prazo, diferentes administrações podem preservar projetos estratégicos e adaptá-los às novas necessidades da população.

É justamente essa capacidade de pensar além de um único mandato que pode determinar a qualidade dos investimentos públicos ao longo do tempo.

A experiência de Zito Barbosa ganha um novo espaço

Zito Barbosa leva para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados a experiência acumulada na administração municipal e o conhecimento sobre os desafios enfrentados pelos municípios do interior baiano.

A trajetória de Zito Barbosa passa agora a ser observada também sob uma perspectiva regional.

Depois de comandar Barreiras e participar de um período de transformações na infraestrutura e na organização administrativa do município, Zito se prepara para disputar uma vaga de deputado federal.

A mudança de espaço de atuação permite que a experiência adquirida na gestão municipal seja levada para uma discussão mais ampla.

Essa experiência foi construída a partir de problemas concretos enfrentados por um município estratégico do interior, inserido em uma região que precisa conciliar crescimento econômico, expansão urbana, infraestrutura, mobilidade, logística e segurança.

No Congresso Nacional, uma das questões centrais para municípios do interior é justamente ampliar a capacidade de transformar demandas locais em políticas públicas e investimentos de alcance regional.

Para o Oeste da Bahia, essa representação pode ganhar relevância em temas como recuperação e ampliação de rodovias, duplicação de corredores estratégicos, melhoria da infraestrutura urbana e rural, logística para o agronegócio, segurança viária e fortalecimento dos municípios.

Mais do que levar um nome para Brasília, trata-se de levar para o debate nacional o conhecimento adquirido no cotidiano de uma administração municipal e das necessidades de uma região que possui peso crescente na economia brasileira.

A experiência de quem esteve à frente de um município também permite compreender uma realidade muitas vezes distante dos grandes centros: as cidades precisam de recursos, projetos, infraestrutura e articulação para transformar crescimento econômico em qualidade de vida.

O Oeste baiano precisa de infraestrutura compatível com seu crescimento

A expansão do agronegócio transformou a região em um dos principais polos produtivos do país. Esse crescimento exige uma infraestrutura compatível com o volume de pessoas, mercadorias e veículos que circulam diariamente.

Não basta produzir. É preciso transportar.

E transportar significa contar com rodovias adequadas, pontes seguras, acessos planejados e vias urbanas capazes de receber o fluxo crescente.

Quando essa infraestrutura não acompanha o desenvolvimento econômico, surgem gargalos que afetam tanto a logística quanto a segurança.

Por isso, a discussão sobre a duplicação de rodovias e a melhoria dos corredores utilizados pelo agronegócio deve ser compreendida também como uma discussão sobre preservação de vidas.

Estradas melhores significam melhores condições de circulação. Planejamento adequado reduz conflitos. Manutenção permanente evita que problemas se agravem. E investimentos estruturantes ajudam a preparar a região para as próximas décadas.

Uma experiência municipal que ultrapassa os limites da cidade

A ABETRAN não apresenta Barreiras como uma realidade pronta para ser reproduzida integralmente por outros municípios. Cada cidade possui características, dimensões, necessidades e desafios próprios.

O que a experiência permite observar é um princípio que pode ser aplicado em diferentes partes do país: não existe trânsito verdadeiramente seguro sem infraestrutura adequada e planejamento permanente.

Educação precisa ensinar responsabilidade.

Fiscalização precisa garantir o cumprimento das regras.

Engenharia precisa oferecer condições seguras de circulação.

Gestão pública precisa planejar, executar e manter as estruturas.

E a população precisa compreender que as vias públicas são espaços compartilhados, nos quais as escolhas individuais produzem consequências coletivas.

Em uma região como o Oeste da Bahia, essa integração ganha uma dimensão ainda maior. O crescimento econômico, a produção agrícola, a expansão urbana e o aumento do fluxo rodoviário exigem que segurança e infraestrutura estejam permanentemente presentes na agenda pública.

Barreiras mostra que pontes, avenidas, estradas rurais, comunicação entre órgãos públicos e planejamento administrativo fazem parte de uma mesma discussão.

A experiência acumulada por Zito Barbosa na gestão municipal, agora colocada em uma nova etapa com a candidatura a deputado federal, também insere no debate uma questão importante para o interior brasileiro: quem conhece de perto as dificuldades dos municípios pode contribuir para que essas demandas sejam discutidas em uma escala mais ampla.

No fim, mobilidade não significa apenas fazer com que veículos cheguem mais rápido ao destino.

Significa permitir que pessoas possam estudar, trabalhar, produzir, acessar serviços, transportar mercadorias e retornar para casa com segurança.

É nesse ponto que infraestrutura, desenvolvimento regional e educação para o trânsito se encontram.

ABETRAN, 14 de agosto de 2026

George J Marques

Fotos: Dircom

TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!