Faixas do cruzamento da Av. Desembargador Santos Neves com a rua Dukla de AguiarFoto: Jansen Lube

O compromisso com a segurança de todos e a organização do trânsito é levado a sério na capital. Por isso, a Secretaria de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória (Setran) concluiu, no primeiro semestre de 2026, a pintura de 544 faixas de pedestres em diversos bairros da cidade. O trabalho, realizado entre janeiro e junho de 2026, demonstra o empenho das equipes da pasta em tornar o trânsito da cidade mais seguro e organizado para motoristas, ciclistas e, principalmente, para os pedestres.

Alguns bairros contemplados foram Jardim Camburi, Praia do Canto, Mata da Praia, Bairro República e Centro. Destaque para o mês de junho, quando foram pintadas 203 faixas, maior volume registrado no período e que abrangeu Goiabeiras, Jardim da Penha, Monte Belo, São Pedro, Nova Palestina, Santo André, São José, Estrelinha, Barro Vermelho, Bento Ferreira, Santa Luzia, Ilha das Caieiras, Vila Rubim e Ilha do Príncipe.

A faixa de pedestre, também conhecida como faixa de segurança, é um espaço delimitado na pista de rolamento destinado à travessia de pessoas que andam a pé. Mais do que uma simples pintura no asfalto, ela representa um direito do pedestre e um dever do motorista: o de parar e ceder passagem.

A prefeita de Vitória, Cris Samorini, destacou a importância do trabalho de pintura das vias de maneira adequada e o papel da cidade na promoção de um trânsito mais humano, organizado e com o mínimo de acidentes. “Vitória é uma cidade feita de pessoas, e cada decisão que tomamos na gestão pública tem como foco o bem-estar dos nossos cidadãos. Pintar faixas de pedestre vai muito além da manutenção urbana já que é um ato de cuidado. Queremos que nossa capital seja referência em mobilidade segura, e isso só é possível com o envolvimento de todos: poder público, motoristas e pedestres. Juntos, construímos uma cidade mais justa e de melhor mobidade”, destacou.

A importância da faixa vai além da legislação: ela salva vidas. Em um ambiente urbano cada vez mais movimentado, a sinalização horizontal bem conservada orienta o fluxo, reduz a velocidade dos veículos em pontos críticos e garante que o pedestre tenha um espaço seguro para atravessar. Faixas apagadas ou mal conservadas aumentam o risco de atropelamentos, principalmente em horários de pico e em vias de grande circulação.

ruas asfaltadas em torno da Praça Nilze Mendes

Foto: Elizabeth Nader

Geografia

Vitória, com sua geografia marcada por ilhas e pontes, possui um trânsito dinâmico e desafiador. Diariamente, milhares de pessoas circulam entre bairros a pé, de bicicleta, ônibus ou carro. A convivência entre diferentes modais exige infraestrutura adequada e manutenção constante.

A ação da Setran de revitalizar as faixas de pedestres reflete a preocupação em priorizar a vida no trânsito. Com mais de 500 faixas pintadas em apenas seis meses, a prefeitura não apenas cumpre um papel técnico, mas reforça a segurança viária como uma construção coletiva e permanente.

O secretário de Transportes, Trânsito e Infraestrutura Urbana de Vitória, Alex Mariano, destacou o trabalho das equipes e a relevância da iniciativa. “A pintura das faixas é uma ação contínua e essencial para a segurança de todos. Nosso objetivo é garantir que o pedestre se sinta respeitado e protegido ao atravessar as vias. Cada faixa pintada representa um compromisso com a vida e com a cidadania. As equipes estão em campo diariamente nossos números são positivos”

Alex Mariano também fez um apelo direto aos motoristas: “De nada adianta termos faixas bem pintadas se não houver conscientização no trânsito. Pedimos que todos os ondutores respeitem a sinalização, reduzam a velocidade e parem para o pedestre”.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o condutor deve reduzir a velocidade e parar sempre que houver um pedestre aguardando para atravessar ou já em deslocamento sobre a faixa. O desrespeito a essa regra é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e perda de 7 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Faixas revitalizdas:

Janeiro – 80 faixas Bairros: Praia do Canto, Barro Vermelho, Monte Belo, Centro, Ilha de Santa Maria, Gurigica, Jucutuquara, Mata da Praia, Andorinhas, Maruípe, Ilha das Caieiras, Bento Ferreira, Bairro República, Bonfim, Jardim Camburi;

Fevereiro – 29 faixas Bairros: Bonfim, Ilha do Boi, Jardim Camburi, Aeroporto, Jabour, Santa Helena, Barro Vermelho;

Março – 65 faixas Bairros: Mata da Praia, Maruípe, Santos Dumont, Bairro República, Jardim Camburi, Bento Ferreira, Forte São João, Praia do Canto, Consolação, Santa Helena, Enseada do Suá, Praia do Canto;

Abril – 61 faixas Bairros: São Pedro, Jucutuquara, Nova Palestina, Ilha do Boi, Jardim Camburi, Goiabeiras, Bairro República, Av Dante Michelini, Ilha do Príncipe, Praia do Suá, Santa Helena, Praia do Canto, Mata da Praia, Santo Antônio, Vila Rubim;

Maio – 92 faixas Bairros: Jardim Camburi, Ilha do Príncipe, Praia do Suá, Santa Helena, Praia do Canto, Mata da Praia, Bairro República, Santo Antônio, Vila Rubim;

Junho – 203 faixas Bairros: Goiabeiras, Bairro República, Mata da Praia, Praia do Canto, Centro, Jardim da Penha, Monte Belo, São Pedro, Nova Palestina, Santo André, São José, Estrelinha, Barro Vermelho, Bento Ferreira, Santa Luzia, Ilha das Caieiras, Vila Rubim, Ilha do Príncipe;

Julho – 14 faixas Bairros: Centro, Praia do Canto, Fradinhos, Santa Lúcia.

A faixa de pedestre é um símbolo da convivência urbana. Independentemente do meio de transporte utilizado, todos são pedestres em algum momento. Respeitar a pintura é um gesto simples, mas que pode fazer a diferença entre um trajeto tranquilo e uma tragédia.

A Prefeitura de Vitória segue investindo em sinalização, fiscalização e educação para o trânsito. A mudança verdadeira acontece no dia a dia, quando cada cidadão faz a sua parte. Ao avistar uma faixa, pare. Ao ver um pedestre, espere. Ao atravessar, tenha atenção. A vida segue e passa pelo respeito a faixa e atenção total a via.

Prefeitura de Vitória, 6 de julho de 2026

Fabrício Faustini / Andreza Lopes

TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!