Da Polícia Civil ao comando do BPTRAN, da segurança pública à gestão hospitalar, uma trajetória de quase quatro décadas marcada pela defesa da vida, pela educação para o trânsito e pela busca de um serviço público mais próximo das pessoas

Coronel Almeida Martins: quase quatro décadas dedicadas ao serviço público, à segurança, à mobilidade e à proteção da vida.

Há histórias que cabem em um currículo. Outras precisam ser contadas de maneira diferente.

Porque uma trajetória construída durante quase quatro décadas de serviço público não pode ser resumida apenas por cargos, postos, funções ou condecorações. Por trás de cada missão cumprida existem pessoas, decisões, desafios, noites de trabalho, equipes mobilizadas e, principalmente, vidas que foram protegidas.

É essa dimensão humana que a Associação Brasileira de Educação para o Trânsito, ABETRAN, pretende preservar ao iniciar a série “Histórias que Movem o Brasil”, destinada a registrar a trajetória de homens e mulheres que contribuíram, em diferentes áreas e regiões do país, para a mobilidade, a educação e a segurança viária.

O primeiro personagem desta série é o Coronel veterano Paulo Almeida da Silva Martins, da Polícia Militar da Paraíba.

Sua história começa muito antes de ocupar funções de comando. Começa aos 19 anos, quando ingressou no serviço público, e atravessa diferentes momentos da segurança pública paraibana, passando pela Polícia Civil, pela Polícia Militar, pelo policiamento de trânsito, pela mobilidade urbana e pela administração hospitalar.

Ao longo desse caminho, uma ideia permaneceu presente: servir não significa apenas exercer autoridade. Significa assumir responsabilidades, enfrentar problemas, ouvir pessoas e tomar decisões que possam fazer diferença na vida de quem está do outro lado.

Uma trajetória construída no serviço público

Ao longo da carreira, Almeida Martins exerceu funções operacionais, administrativas e de comando na segurança pública paraibana.

Natural de João Pessoa, Paulo Almeida da Silva Martins iniciou sua carreira profissional em 1988, na Polícia Civil da Paraíba, como perito auxiliar. Foi o primeiro contato com uma realidade que mais tarde se tornaria parte central de sua vida: a responsabilidade de atuar em uma estrutura pública na qual conhecimento técnico, disciplina e compromisso são fundamentais.

Posteriormente, ingressou na Polícia Militar da Paraíba, instituição na qual desenvolveu a maior parte de sua trajetória profissional.

Na corporação, passou por funções operacionais, administrativas e de comando, assumindo responsabilidades cada vez maiores até alcançar o posto de coronel, em 2015.

Foi ajudante-geral da PMPB, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar, primeiro comandante da Guarda Militar da Reserva da Polícia Militar da Paraíba e comandante do Comando de Policiamento Regional 1, em Campina Grande.

Mas foi à frente do Batalhão de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar da Paraíba, o BPTRAN/PMPB,que sua trajetória ganhou uma relação ainda mais profunda com a segurança viária.

Entre 2013 e 2017, durante cinco anos, esteve à frente da unidade especializada.

Atuação do BPTRAN reuniu fiscalização, operações, educação para o trânsito, capacitação e aproximação com a sociedade.

Ali, encontrou um desafio que ia muito além da fiscalização.

Era necessário encontrar formas de organizar o policiamento, utilizar melhor o efetivo, integrar instituições, aproximar o batalhão da sociedade e, principalmente, fazer com que a presença policial nas ruas fosse também uma ferramenta de prevenção.

Trânsito não é apenas fiscalização

Para o Coronel Almeida, uma das maiores lições construídas ao longo da carreira foi perceber que o trânsito não pode ser tratado apenas sob a ótica da infração.

Multa, fiscalização e abordagem fazem parte do sistema, mas não são suficientes para mudar comportamentos de maneira permanente.

A educação, segundo a visão defendida por ele, precisa caminhar ao lado da fiscalização.

Essa compreensão orientou diversas iniciativas desenvolvidas durante sua passagem pelo BPTRAN.

Entre elas esteve o Cinema de Trânsito Urbano e Rodoviário, projeto que levou mensagens e conteúdos educativos a grandes eventos, aproveitando locais de ampla circulação para conversar com motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

Era uma maneira diferente de fazer educação.

Em vez de esperar que o cidadão procurasse informação, a informação chegava até ele.

O trânsito saía dos manuais e das salas de aula e entrava nos espaços onde as pessoas efetivamente conviviam.

A educação começava cedo

Outra frente importante foi o trabalho desenvolvido nas escolas.

Policiais participaram de atividades itinerantes destinadas a estudantes das redes estadual e municipal, utilizando teatro, música, brincadeiras e personagens para conversar com crianças e adolescentes sobre cidadania, responsabilidade e segurança.

Policiais caracterizados como palhaços ajudavam a construir uma linguagem capaz de aproximar a instituição dos estudantes.

A proposta era simples, mas profunda: ensinar trânsito também é ensinar respeito.

Respeito pela faixa de pedestres.

Respeito pelo ciclista.

Respeito pelo motociclista.

Respeito pela pessoa idosa.

Respeito pela pessoa com deficiência.

Respeito por quem está dentro de outro veículo.

E respeito, sobretudo, pela própria vida.

Essa perspectiva continua presente na visão do Coronel Almeida sobre educação para o trânsito.

Para ele, uma criança que aprende desde cedo o valor da convivência segura pode se tornar um adulto mais consciente das próprias escolhas.

Quando a comunicação também virou ferramenta de prevenção

Durante aproximadamente dois anos, o BPTRAN manteve o programa de rádio Transitando com Você, transmitido pela Rádio Tabajara todas as quintas-feiras, das 17h às 18h.

A iniciativa criou uma ponte direta entre o batalhão e a população.

Pelo rádio, informações sobre o Código de Trânsito Brasileiro, direção defensiva, prevenção de sinistros, cidadania e mobilidade chegavam a ouvintes da Paraíba e de estados vizinhos.

Também havia espaço para entrevistas e participação de convidados de diferentes áreas.

Mais uma vez, a lógica era aproximar.

A segurança viária não deveria acontecer apenas quando um agente abordava um condutor. Ela também poderia ser construída por meio da informação antes que o problema acontecesse.

A fiscalização como instrumento de proteção

A mesma gestão que ampliou as ações educativas também fortaleceu a fiscalização.

Durante os cinco anos de comando, o policiamento foi organizado de acordo com as características de cada região, levando em conta fluxo de veículos, pontos de maior risco, ocorrências e demandas da população.

Blitzes e operações eram realizadas em diferentes períodos do dia, inclusive durante a madrugada.

As equipes fiscalizavam documentação, veículos irregulares, condutores não habilitados e infrações com maior potencial de provocar sinistros.

Fiscalização era planejada de acordo com os fluxos, os pontos de maior risco e as necessidades de cada região.

Mas havia uma preocupação constante em evitar que a fiscalização se transformasse apenas em uma contagem de autuações.

O objetivo era utilizar a presença policial para reduzir riscos, prevenir ocorrências e proteger pessoas.

Essa visão também levou o BPTRAN a integrar dados da segurança pública ao planejamento de trânsito.

Quando determinados locais apresentavam aumento de roubos de veículos, crimes violentos ou outras ocorrências, essas informações passaram a influenciar a definição das áreas de atuação.

Assim, uma operação de trânsito também poderia contribuir para a prevenção criminal.

Era uma compreensão ampliada do papel do policiamento especializado.

O episódio das “cinquentinhas”

Entre as ações que mais repercutiram na sociedade paraibana esteve a intensificação da fiscalização das motocicletas de 50 cm³, conhecidas popularmente como “cinquentinhas”.

O BPTRAN passou a cobrar com maior rigor o cumprimento das exigências legais relacionadas a registro, emplacamento e regularização.

A medida gerou repercussão e fez com que o Coronel Almeida recebesse o apelido popular de “Exterminador das Cinquentinhas”.

O apelido nasceu de uma brincadeira com o rigor da fiscalização, mas acabou demonstrando o tamanho da repercussão que o tema ganhou na sociedade.

Mais importante que o apelido, entretanto, foi a discussão que a medida provocou sobre responsabilidade, regularização, identificação dos veículos e cumprimento das regras.

Uma mudança simples que mudou a lógica do serviço

Algumas das iniciativas mais importantes de uma gestão não são necessariamente as mais visíveis.

Uma delas foi a mudança no atendimento a ocorrências de trânsito sem vítimas.

Seguindo os procedimentos previstos pelos órgãos competentes, o policiamento deixou de ser deslocado automaticamente para ocorrências que envolviam apenas danos materiais, permitindo que o efetivo fosse direcionado para situações que realmente exigiam intervenção policial.

A decisão produziu ganhos administrativos e operacionais.

Houve melhor aproveitamento das equipes, redução do consumo de combustível, menor desgaste das viaturas e economia com pneus, manutenção e diárias.

Mais importante ainda: policiais passaram a estar mais disponíveis para ocorrências nas quais a presença do Estado era efetivamente necessária para proteger vidas.

A medida mostra uma característica que aparece diversas vezes na trajetória do Coronel Almeida: a preocupação com o resultado prático.

Planejar, para ele, nunca significou produzir documentos para ficar sobre uma mesa.

Planejar significava olhar para a realidade e perguntar: o que pode ser feito melhor?

O trabalho em equipe por trás dos resultados

Nenhuma transformação no trânsito acontece pela ação isolada de uma instituição.

Essa convicção esteve presente durante sua passagem pelo BPTRAN.

Reuniões periódicas com representantes da Polícia Rodoviária Federal, DETRAN-PB, DER-PB, órgãos municipais de trânsito, organizações da sociedade civil e outras instituições permitiam compartilhar informações sobre circulação, sinistros e criminalidade.

O objetivo era somar esforços.

Evitar operações repetidas.

Melhorar o uso dos recursos.

Identificar problemas.

Definir prioridades.

E agir de forma coordenada.

Essa integração também se refletiu no relacionamento institucional.

Em dezembro de 2016, o BPTRAN recebeu, pela primeira vez, uma visita institucional da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba, para discutir prerrogativas da advocacia e procedimentos adotados durante abordagens policiais.

A iniciativa reforçou outra convicção presente em sua trajetória: autoridade e respeito aos direitos precisam caminhar juntos.

Mais que números

Em fevereiro de 2015, o balanço referente ao ano anterior apontou redução no número de ocorrências de trânsito na Paraíba.

O resultado foi associado ao conjunto de medidas adotadas no período, envolvendo fiscalização, educação, planejamento e integração entre os órgãos do sistema de trânsito.

Para o Coronel Almeida, porém, números são ferramentas, não troféus.

Indicadores servem para mostrar onde está o problema, avaliar o que está funcionando e corrigir o que precisa ser melhorado.

Essa lógica também foi aplicada à segurança pública.

Informações sobre crimes, especialmente roubos de motocicletas em João Pessoa, passaram a ser consideradas no planejamento das ações.

A inteligência ajudava a apontar onde a presença policial poderia ser mais necessária.

Era uma forma de transformar informação em decisão.

Um gestor que acreditava nas pessoas

Comando, disciplina e valorização das equipes fizeram parte da forma de liderar adotada ao longo da carreira.

Por trás de qualquer planejamento, porém, existem profissionais.

Policiais que estão nas ruas.

Servidores que trabalham nos bastidores.

Equipes que enfrentam noites, madrugadas, finais de semana e feriados.

Por isso, a valorização do efetivo sempre ocupou um espaço importante em sua maneira de liderar.

Capacitação, atualização técnica, troca de experiências e reconhecimento profissional eram tratados como parte da gestão.

A visão era de que uma unidade especializada não poderia entregar um bom serviço se seus integrantes não compreendessem a missão e não se sentissem parte dela.

Talvez esteja aí uma das marcas mais fortes de sua maneira de comandar.

Liderar não era simplesmente mandar. Era assumir responsabilidade.

Era ouvir.

Orientar.

Cobrar.

Corrigir.

Reconhecer.

E, principalmente, tomar decisões quando elas precisavam ser tomadas.

A mesma missão em um cenário completamente diferente

Depois da experiência no trânsito e na segurança pública, o Coronel Almeida enfrentou um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória.

Entre 2019 e 2023, esteve à frente da Direção-Geral do Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho.

Na gestão hospitalar, Almeida Martins passou a liderar equipes diante de desafios administrativos e assistenciais, inclusive durante a pandemia da COVID-19.

Era uma mudança significativa de ambiente.

As ruas deram lugar aos corredores hospitalares.

As operações deram lugar à gestão de equipes de saúde.

A fiscalização deu lugar à urgência de manter um serviço essencial funcionando.

E então veio a pandemia da COVID-19.

Em um momento de incerteza, pressão e medo, a gestão hospitalar passou a exigir decisões rápidas, organização e capacidade de resposta.

A experiência reforçou uma característica presente em diferentes momentos de sua carreira: a capacidade de atuar diante de cenários complexos sem perder de vista a responsabilidade com as pessoas.

A missão havia mudado de forma.

Mas não de essência.

Continuava sendo servir.

Quando ouvir o cidadão também é exercer gestão

Depois de passar à condição de veterano, o Coronel Almeida continuou contribuindo com a administração pública.

Durante treze meses, exerceu a função de ouvidor-geral da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa, SEMOB-JP.

Ali, a relação com a população adquiriu outra dimensão.

Já não se tratava apenas de planejar operações ou comandar equipes.

Era necessário ouvir reclamações, sugestões, críticas e pedidos.

Era preciso compreender as dificuldades de quem utiliza diariamente o transporte, circula pelas ruas e depende dos serviços públicos de mobilidade.

A experiência reforçou uma lição que esteve presente desde o início da carreira: quem trabalha para a sociedade precisa estar disposto a escutá-la.

Conselheiro, palestrante e participante do debate público

A trajetória institucional também inclui aproximadamente quatro anos e seis meses como integrante do Conselho Estadual de Trânsito da Paraíba, CETRAN-PB.

Posteriormente, participou durante um ano e seis meses do Conselho Estadual de Transportes Públicos, Complementares e Alternativos da Paraíba.

Congressos, seminários, cursos e encontros técnicos completaram esse percurso.

A participação em congressos e encontros técnicos ampliou o intercâmbio de experiências na área de segurança e mobilidade.

Nesses espaços, participou de debates, conheceu experiências de outras regiões e compartilhou conhecimentos construídos ao longo de anos de trabalho.

Também atuou como palestrante em temas relacionados à segurança pública, trânsito e mobilidade.

Como palestrante, compartilhou experiências de comando, segurança pública, trânsito e mobilidade com diferentes públicos.

A preocupação era não deixar que a experiência adquirida ficasse restrita à memória individual.

Conhecimento, para ele, deveria circular.

Ser compartilhado.

Servir para formar outras pessoas.

Uma história feita por muitas mãos

Ao olhar para sua trajetória, o Coronel Almeida faz questão de diminuir o espaço do indivíduo e ampliar o reconhecimento coletivo.

Ele próprio afirma que nenhuma conquista foi pessoal.

Cada operação envolveu policiais.

Cada projeto dependeu de servidores.

Cada campanha contou com parceiros.

Cada resultado exigiu planejamento e trabalho.

Cada decisão produziu efeitos sobre equipes e cidadãos.

As medalhas e homenagens recebidas ao longo da carreira registram momentos importantes, mas não contam toda a história.

Porque uma honraria pode ser colocada em uma estante.

O impacto de um trabalho, não.

Ele permanece nas pessoas.

Na criança que aprendeu a atravessar a rua.

No motociclista que passou a usar corretamente o capacete.

No condutor que repensou um comportamento.

Na família que não precisou enfrentar a dor provocada por um sinistro.

Na equipe que aprendeu a trabalhar melhor.

No cidadão que foi ouvido.

É aí que uma carreira ganha verdadeiro significado.

A educação como compromisso permanente

Depois de tantos anos acompanhando a segurança pública e o trânsito, a visão do Coronel Almeida sobre educação se tornou ainda mais clara.

Para ele, educar não significa apenas ensinar placas, normas ou artigos do Código de Trânsito Brasileiro.

É ensinar convivência.

É falar de paciência.

É falar de prudência.

É lembrar que uma decisão aparentemente pequena pode produzir consequências irreversíveis.

Alguns segundos utilizando o celular.

Uma ultrapassagem indevida.

Uma velocidade incompatível.

A falta do capacete.

O desrespeito à faixa.

A combinação entre pressa e imprudência.

Nenhuma dessas escolhas acontece isoladamente.

Quando uma pessoa decide colocar outras em risco, o impacto pode alcançar famílias inteiras.

Por isso, a educação precisa ser permanente.

Começar na infância.

Continuar na juventude.

Acompanhar a vida adulta.

Estar nas escolas, nas empresas, nos órgãos públicos, nas comunidades e nos meios de comunicação.

Um legado que ultrapassa o uniforme

A história do Coronel Almeida Martins poderia ser contada apenas como a trajetória de um oficial que alcançou o posto máximo e exerceu diferentes funções de comando.

Mas seria uma história incompleta.

Seu legado está também na tentativa de aproximar instituições e sociedade, na defesa da educação como instrumento de prevenção, na busca por uma fiscalização mais inteligente, na valorização das equipes, na integração entre órgãos e na compreensão de que o trânsito precisa ser tratado como um espaço de convivência.

Em quase quatro décadas de serviço público, ele esteve em diferentes cenários.

Na perícia.

Nas ruas.

No comando de batalhões.

Nas operações.

Nas escolas.

Nos estúdios de rádio.

Nas reuniões institucionais.

Nos conselhos.

Nos hospitais.

Na ouvidoria.

Em todos esses lugares, a missão assumiu formatos diferentes.

Mas havia um fio comum.

Cuidar de pessoas.

A pergunta que fica

Toda trajetória profissional chega a um momento em que os cargos deixam de ser o mais importante.

O que permanece é aquilo que foi construído.

No caso do Coronel Almeida, permanecem experiências, ensinamentos, projetos, relações institucionais, profissionais formados e uma compreensão de que a segurança pública e o trânsito podem ser tratados com firmeza sem perder a dimensão humana.

É por isso que registrar histórias como essa é também uma forma de educar.

Ao contar a trajetória de quem dedicou décadas ao serviço público, a ABETRAN ajuda a mostrar às novas gerações que grandes transformações não acontecem de uma só vez.

Elas são construídas diariamente.

Por decisões.

Por exemplos.

Por pessoas que escolhem servir.

Por profissionais que permanecem de pé mesmo quando os desafios parecem maiores do que os recursos disponíveis.

Por aqueles que entendem que autoridade não é um privilégio, mas uma responsabilidade.

E que o verdadeiro resultado de uma gestão não está apenas naquilo que foi feito durante determinado período.

Está também naquilo que continua depois.

Uma vida que continua ensinando

Hoje, como coronel veterano da Polícia Militar da Paraíba, Paulo Almeida da Silva Martins carrega consigo quase quatro décadas de memórias.

Algumas difíceis.

Outras marcadas por conquistas.

Muitas compartilhadas com companheiros de trabalho.

E incontáveis associadas a pessoas que talvez nunca tenham sabido quem estava por trás de determinada decisão, operação ou projeto.

Mas é justamente assim que parte do trabalho público acontece.

Quem protege nem sempre é visto.

Quem previne nem sempre aparece.

Quem educa raramente sabe quantas vidas uma informação pode alcançar.

E quem trabalha pela segurança viária muitas vezes só conhece a dimensão de sua missão quando percebe que um comportamento foi evitado antes que o pior acontecesse.

Talvez seja essa a maior medida de uma trajetória dedicada à proteção da vida.

Não apenas aquilo que foi realizado, mas aquilo que deixou de acontecer porque alguém decidiu agir antes.

E essa talvez seja a melhor maneira de definir a história do Coronel Almeida Martins:

uma vida construída no serviço, na liderança, na educação e na defesa de que o trânsito deve ser, acima de tudo, um espaço onde a vida seja respeitada.

Porque, no fim, cargos passam.

Uniformes mudam.

Funções terminam.

As instituições se renovam.

Mas o exemplo permanece.

E algumas histórias continuam movendo o Brasil muito depois de seus personagens deixarem as ruas.


Abetran, 30 de julho de 2026

George J Marques

TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!