ALEX M. CARMELLO
Consumidora Elisabete Andrade e os comerciantes Abigail Sianga e Valdemar Souza têm prejuízos
A interdição na rua Baronesa do Japi para obras de instalação de galerias de águas pluviais tem causado grandes transtornos. Entre eles está o prejuízo de comerciantes. Alguns deles reclamam de queda de 50% nas vendas.
Outras reclamações estão relacionadas a irregularidades no trânsito, praticadas especialmente por motoristas. A própria equipe do JJ Regional quase foi atingida na tarde de ontem por um carro que, para tentar fugir do congestionamento, trafegou sobre vagas de estacionamento e atingiu parte da calçada também da rua Baronesa do Japi.
Dona de um estabelecimento que comercializa café, doces e salgados, Abigail Sianga está preocupada com os prejuízos. O estabelecimento dela fica no trecho entre as ruas Bernardino de Campos e Barão do Triunfo. "O movimento caiu pela metade. Quem vai pagar por isso?", questiona. "Em final de tarde, era para estar cheio de gente aqui. Agora, a comida está sobrando. Sem contar o barulho das obras o dia todo e o pó que entra no estabelecimento."
O proprietário de um bar que fica no mesmo trecho, Valdemar Souza, também já começa a contar os prejuízos. "Ainda não sei os valores, mas já vi que o movimento caiu 50%. As pessoas não podem entrar com o carro aqui e, assim, fica difícil." Marcelo Antônio tem uma clínica de estética na rua Baronesa, localizada em trecho onde o tráfego está liberado. Apesar de não ter tido prejuízos financeiros, percebe atrasos de clientes. "Por sorte temos estacionamento próprio. Mas os clientes têm tido dificuldades para chegar e têm se atrasado. Algumas pessoas estão sendo pegas de surpresa, porque não sabiam das interdições."
Márcia Moraes é dona de salão de beleza também no trecho da Baronesa onde é possível transitar. Ela procura orientar os clientes a usar rotas alternativas. "A clientela tem chegado com atrasos. Para que as pessoas não tenham transtornos, procuro indicar que usem a rua Bela Vista, a avenida 9 de Julho e a rua Coronel Boaventura Mendes Pereira", aponta. "Estamos vendo que as motos não estão respeitando o trânsito. Foi por pouco que não aconteceram batidas até agora. Os motoristas estão muito estressados e buzinando muito". Márcia também acha que há uma forma para se melhorar o trânsito nesse período de obras. "Acho que os agentes de trânsito precisam atuar de forma mais intensa no final da tarde e é preciso sincronizar mais os semáforos."
Para os motoristas, resta utilizar rotas alternativas, como a conversão à esquerda ao final da avenida Jundiaí, que dá acesso às ruas Petronilha Antunes e Coronel Boaventura Mendes Pereira, como a rua Senador Fonseca e avenida 9 de Julho. Para quem precisa de qualquer forma usar a Baronesa do Japi e a Bernardino de Campos, só resta ter paciência. "O trânsito está muito carregado. Acho que temos poucas alternativas", diz o motorista Edmar Vieira. "Perdi 10 minutos na Baronesa do Japi. É muito tempo", diz a motorista Elisabete Andrade.
PATRÍCIA BAPTISTA
Jornal de Jundiaí
23/10/08
|