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Indenizações por acidentes de trânsito aumentam 28% no Brasil em 2013 Imprimir E-mail


As indenizações pagas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil aumentaram 28% no primeiro trimestre de 2013 em relação a igual período do ano passado. Em todo o país foram 124.846 benefícios pagos entre as três coberturas do Dpvat - morte, invalidez permanente e reembolso por despesas médico hospitalares.

As indenizações por invalidez permanente representaram 68% deste número. As indenizações pagas por acidentes envolvendo motocicletas representam 70% do total. Segundo dados de março de 2013 do Denatran, elas representam apenas 27% da frota nacional de veículos. Os automóveis, que representam a maior parte da frota de veículos (60%), foram responsáveis por 24% das indenizações.

Segundo a Seguradora Líder, que administra o Dpvat, o perfil das vítimas permanece constante: 77% dos benefícios foram pagos para vítimas do sexo masculino. A maior incidência de indenizações envolveu acidentados de 18 e 34 anos, representando 51%. Destes, 40% foram do sexo masculino. Os motoristas foram os mais indenizados, com 61%. Os pedestres ficaram em segundo lugar, com 22%.

O Diretor de Relações Institucionais da Seguradora Líder, Márcio Norton, explica que o aumento do número de indenizações levanta a discussão sobre ações para reduzir esse cenário. "Infelizmente estamos verificando este aumento no número de indenizações ano após ano. Faz-se necessário um maior controle dos motoristas para coibir o uso de bebidas e a velocidade excessiva para todos os tipos de veículos, realização de campanhas educativas e esclarecimentos sobre direção segura são importantes para mudar este quadro”.


150 mortes por dia

As indenizações por morte caíram 1% em 2013, mas os dados ainda preocupam. Foram pagas 14.349 indenizações por morte em 2013, o que significa mais de 150 benefícios por morte a cada dia deste ano.

A Região Sudeste foi a que mais recebeu indenizações por morte no país. São Paulo, estado que tem a maior frota de veículos do país com 30,5%, liderou esta estatística com 17,2% dos benefícios de morte no Brasil. Os dados apontam os automóveis responsáveis por 53% dos acidentes fatais indenizados no Sudeste e as motocicletas, por 32%.

Representando 43% da frota de veículos do Nordeste, as motocicletas representaram 81% das indenizações pagas por invalidez permanente no período analisado. A região foi a que teve maior incidência deste tipo de indenização, com 32%. Em seguida, o Sudeste com 24%.

 

De Fato Online

Celso Martins

210513


TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!




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