"Não ultrapasse com faixa contínua"
 
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Cuiabá recebe boa notícia: a volta do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, que foi desativado em 2007. A recriação dessa unidade policial foi tema de reunião entre governo e prefeitura, ontem.

A oficialização do acordo entre estado e município para a recriação do Batalhão de Trânsito deve ocorrer na próxima semana, mas sua entrada em funcionamento somente será possível no próximo ano.

A gestão do trânsito em Cuiabá é municipalizada e operacionalizada pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) conforme estabelece o Código Nacional de Trânsito. Porém, a legislação não impede que haja entendimento entre os entes federativos em busca de melhor desempenho nesse setor.

Cuiabá tem trânsito caótico nos horários de pico, que a cada dia aumentam dificultando a ligação entre o centro e bairros, o que causa transtornos aos usuários do transporte coletivo e dos veículos leves.

A frota licenciada no município da Capital é superior a 240 mil carros e motos, e na vizinha Várzea Grande há mais de 90 mil licenciamentos. Somem-se ainda milhares de carros oriundos do interior, que contribuem para complicar ainda mais o trânsito cuiabano.

A situação do trânsito é caótica, mas será ainda pior a partir de 2011, quando iniciaram simultaneamente 23 obras da viabilidade urbana (incluindo Várzea Grande) para atendimento às exigências da Fifa inseridas no caderno de encargos do projeto Copa do Pantanal 2014.

As obras serão executadas nas principais vias expressas na área metropolitana de Cuiabá e dentre elas a Miguel Sutil, Fernando Corrêa da Costa, Dom Orlando Chaves e da FEB. Quando essas vias forem parcialmente interditadas por longo período será preciso a presença policial para disciplinar o fluxo dos veículos por roteiros alternativos, o que provocará irritações e discussões envolvendo motoristas e operários em ação. Nesse contexto a presença do Batalhão de Trânsito é imprescindível, porque os agentes municipais chamados de “Amarelinhos” não teriam condições de atuar em situações assim.

O Batalhão de Trânsito será muito acionado para assegurar rápidas passagens de viaturas de bombeiros e policiais nas rotas alternativas ou de desbloqueio, para abrir caminho às ambulâncias e enfim para o ordenamento do fluxo de veículos. Cuiabá aguarda com expectativa a volta do Batalhão de Trânsito, mas ao mesmo tempo tem que exigir que seu retorno não signifique canibalização de efetivos de outras unidades para assegurar seu funcionamento. Isso se traduz no seguinte: o governo terá que realizar concurso público para preenchimento do número de vagas de soldados necessários ao batalhão. Nem em nome da urgência se pode comprometer o policiamento ostensivo com esvaziamento de quartéis com transferência para nova unidade com atuação segmentada. A realidade deixa claro que não há avanço administrativo quando se desguarnece um setor para guarnecer outro, principalmente quando se trata de segurança, que é o grande gargalo no Brasil inteiro.




Fonte:
Diário de Cuiabá
26/11/2010

                              

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