| Final de semana sangrento na BR-381 - A Rodovia que a Dilma tirou do PAC |
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Inexplicavelmente" uma motorista perde o controle do seu carro e bate de frente em um ônibus na BR 116, próximo a GV, nesta quarta dia 27.01, matando os 5 ocupantes. Fato normal, pois é apenas mais uma colisão frontal com vitimas fatais nas estradas federais que atravessam MG, e que possuem pistas simples. 83% dos acidentes graves em rodovias são por colisões frontais e as chances de óbitos neste tipo de acidente é de 92%. Imediatamente as autoridades, em especial os agentes da PRF apresentam-se com suas teorias a respeito do que pode ter ocorrido, já que a pista é uma reta, está com o asfalto novo e é bem sinalizada, transferindo a culpa para a motorista. Plausível a explicação, mas questionável... Se considerarmos que tais explicações não servirão para amenizar a dor dos parentes e menos ainda para trazer as pessoas que morreram de volta, elas se tornam inúteis, depois que o acidente já ocorreu. Tais explicações poderiam ser úteis, com toda certeza, se servissem para evitar novas tragédias. Com efeito, a própria pergunta indica uma resposta. Se a pista estava bem asfaltada e bem sinalizada, por que o acidente aconteceu? Para 8 de cada 10 pessoas, uma estrada "boa" é uma estrada asfaltada e bem sinalizada, certo? Se vc respondeu que sim, está errado. A "sofisticada" lei do bom senso nos diz que rodovia "boa" no imaginário do povo, é diferente de rodovia segura. Não basta ser "boa", é preciso ter padrão de segurança que garanta aos que cumprem as suas obrigações ao volante, a proteção contra aqueles que não cumprem. Estamos falando de pistas duplas, independentes e com proteção física de concreto ou aço entre uma pista e outra. Estamos falando sobretudo de traçado que respeita a física e o modelo de carros fabricados hoje no País, considerando a potência e a possibilidade de falhas mecânicas ou humanas... Embora pareçam legítimos, os argumentos de que a imprudência é a maior causa de acidentes, são também perniciosos, pois escondem as verdadeiras causas e fazem cair por terra as soluções, deixando os responsáveis, DNIT, Ministérios dos Transportes e os nossos representantes em Brasília, livres de suas responsabilidades. Pergunta simples que se respondida, tendo a lógica e o bom senso como principio explica a razão para tantas mortes nas movimentadas estradas federais que atravessam MG: Se as pistas fossem separadas e protegidas, os acidentes estariam acontecendo? José Aparecido Ribeiro Administrador, consultor Especialista em trânsito e assuntos urbanos ONG SOS Rodovias Federais Belo Horizonte - MG CRA MG 0094 94 31 9953 7945 Publique este artigo no seu site | E-mail
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