"Só ultrapasse com segurança"
 
Principal seta Artigos

Vivo no Trânsito

Artigos
EU USO ÓCULOS ESCUROS Imprimir E-mail

* Marccelo Pereyra




Nosso mundo atual exige o anonimato como estratégia importante para a segurança pessoal. Qualquer peça de vestuário que possa preservar a identidade é bem aceita. Os travestis que o digam. Os bonés já deixaram há muito, de ser um adorno para proteger a cabeça dos raios solares. Hoje, ajudam a esconder o rosto dos marginais e dos famosos. Mas são os óculos que mais se destacam na arte do disfarce. Sinônimo de elegância, principalmente os de lentes escuras, garante uma condição segura de observar sem ser notado e de ser notado sem ser identificado. Sejam nos velórios, para disfarçar lágrimas de crocodilo e demonstrar pesar pelo falecido, sejam para observar sorrateiramente alguma coisa de maneira discreta e imperceptível. Usar óculos escuros tem sempre um motivo particular. Até mesmo os deficientes visuais o fazem! Se você se deparar com alguém usando um, pode ter certeza de que existe um motivo intencional para tal. Dependendo da ocasião, pode até ser perigoso estar por perto de alguém que esteja com um desses no rosto.

E é no trânsito que vejo, sem usá-los, uma enorme adesão dos motoristas a esse acessório veicular. Fica chique, da sensação de poder, realça o conjunto ao modelo do carro. Os vidros escuros das portas não são suficientes para " esconder" as pessoas. É preciso adicionar os óculos também. E tenho notado que por detrás dessas lentes providas de anonimato, esconde-se uma identidade que se sente "autorizada" a cometer infrações e delitos no trânsito sem nenhuma preocupação com o meio no qual transita. São pessoas que encontraram nesse hábito, uma maneira de abusar das leis a seu modo e gosto, imaginando que não serão identificadas por causa dos óculos escuros que utilizam. A identificação da placa dos seus veículos não preocupa tanto quanto a identificação de si mesmos e, a todo instante no trânsito, constatamos essa "coincidência" curiosa. O que me chama mais a atenção é que quando alguém utiliza os óculos escuros, parece estar  mais propenso a cometer algum ato ilícito  ou no mínimo desafiador. Quantas vezes no elevador você, de óculos escuros, já observou alguém com a segurança de não ser notado? Quantas outras já entrou numa festa se sentindo uma estrela cult? Eles realmente realçam nosso ego e nos encorajam para muitas atitudes. No trânsito vejo isso com  certa apreensão. Você usa Ray-Ban, Christian Dior ou Hugo Boss?

 


* Coordenador da ABETRAN , psicólogo, escritor, poeta, Autor do livro "Motorista Brasileiro"......

Visite seu blog : http://motoristabrasil.blogspot.com.br/

 

maio 2013

 

 

TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Seja o primeiro a comentar este artigo. | Publique este artigo no seu site | E-mail

 
NOSSOS CARROS SÃO MORTAIS. SERÁ? Imprimir E-mail


 
*Percy Faro

 
Por causa de uma informação sobre automóveis que dias atrás rodou o mundo via Internet me lembrei de uma frase de Nelson Rodrigues: “Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica - ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina”. O texto diz que “a falta de segurança dos carros brasileiros mais uma vez virou reportagem internacional”. O texto da agência de notícias Associated Press aponta detalhes das principais causas que fazem dos nossos automóveis uns dos mais inseguros do planeta, apesar de custarem caro e renderem lucros enormes às montadoras.
Obviamente a notícia mereceu resposta das montadoras brasileiras, por meio da Anfavea, que contestou a associação do alto índice de mortes no trânsito como consequência da baixa qualidade dos carros brasileiros, comprovada nos testes de colisão realizados pelo Latin NCap, órgão independente que atua em vários países. A nota assinada pelo presidente da entidade, Luis Moan, afirma que “o automóvel brasileiro é seguro e, portanto, é lamentável quaisquer correlações entre o número de vítimas no trânsito com os indicadores de qualidade dos veículos produzidos no Brasil”.
A reportagem da AP destaca que os carros vendidos aqui têm soldas fracas, escassos itens de segurança e materiais de qualidade inferior na comparação com modelos vendidos, por exemplo, no mercado europeu. Em seu comunicado, a Anfavea defende que as normas e sistemas produtivos existentes no Brasil são os mesmos adotados pelos mais avançados centros produtivos e acrescenta que como a maioria das plataformas são globais, as especificações são idênticas e os cuidados com a produção são os mesmos.
A matéria da AP diz que o Brasil hoje é o quarto maior mercado consumidor de automóveis do mundo, milhares deles são vendidos a cada mês e quando chegam às ruas, no entanto, configuram o que a agência chama de “tragédia nacional” porque entre outras coisas são produzidos com soldas fracas, chapas de aço de qualidade duvidosa e dispondo de poucos equipamentos de segurança na comparação com modelos vendidos na Europa e nos Estados Unidos.
Polêmica à parte, não defendo nem critico esta ou aquela parte. Até porque sou da época que existiam no Brasil apenas quatro grandes montadoras (Volks, Ford, GM e Fiat). E Deus sabe o que elas enfiaram goela abaixo do consumidor das “carroças”, por absoluta falta de concorrência, até acontecer a liberação das importações, único bom advento da era Collor. Também não meto a colher de pau na questão do lucro dos fabricantes e no preço de seus produtos porque acho que comprar ou não comprar é problema meu, só meu e de mais ninguém.
A única coisa que posso afirmar com plena convicção é que enquanto tivermos atrás do volante um imbecil com o rabo cheio de cachaça, falando e enviando mensagem pelo celular, soltando fumaça de cigarro do capeta pelas orelhas e com as ventas cobertas de pó branco, o número de mortos no trânsito será o mesmo. Não vai ser a solda mais forte, o aço de melhor qualidade ou o airbag que impedirão o genocídio que assistimos mensalmente.
Não menos lamentável é a constatação de mídias brasileiras - impressas, sites e blogs nem sempre assinadas por jornalistas - pegarem carona em determinados textos sem fazerem o menor questionamento, não sei se com segunda intenção ou se por falta de inteligência mesmo!
Diante de inúmeras posturas que assistimos em nosso cotidiano, não há como deixar de lado outra frase de Nelson Rodrigues: “Antigamente, o silêncio era dos imbecis; hoje, são os melhores que emudecem. O grito, a ênfase, o gesto, o punho cerrado, estão com os idiotas de ambos os sexos”.

Percy Faro
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
jornalista profissional há 38 anos. Especializou-se no setor automotivo há 23 anos, período em que atuou em diversos veículos do segmento específico, entre eles as revistas 4x4, Moto, Oficina Mecânica, O Mecânico e Jornauto. Integrou a equipe que fundou a Revista Carro e foi produtor e apresentador do Programa Carro, da TV Gazeta - SP, e editor do Jornal Veículos, do Diário do Grande ABC.


20-05-13


TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Seja o primeiro a comentar este artigo. | Publique este artigo no seu site | E-mail

 
Drogas ao volante exige urgente fiscalização Imprimir E-mail

 
*Milton Corrêa da Costa


A notícia, tempos atrás, de que São Paulo deu início à fiscalização para detectar, através do teste da saliva, o uso da maconha e de outras drogas por motoristas, mostra que não só o álcool mas também o uso de entorpecentes ao volante constitui causa de grandes tragédias no trânsito brasileiro. No ano de 2011, um laudo do Instituto Médico Legal de São Paulo, mostrou que o motorista de um caminhão que atropelou e matou cinco trabalhadores na rodovia Anhanguera  havia usado cocaína. O exame de urina comprovou que o caminhoneiro usou a substância tóxica. Em depoimento, confessou também que havia ingerido oito comprimidos de “rebite” (comprimidos à base de anfetamina para minimizar o sono), além de ter tomado cachaça. Não dormia há 20 horas. O caminhoneiro afirmou aos policiais que o veículo havia perdido o freio e por isto ocorreu o acidente, mas o laudo da perícia mostrou que não houve falha mecânica. O motorista também apresentava sinais de entorpecimento e fala confusa. Caso seja condenado por homicídio doloso, poderá pegar até 30 anos de prisão, tendo direito porém a todas as benesses, recursos e brechas próprias da misericordiosa lei penal brasileira.


Se desejássemos saber hoje quantos motoristas, nos últimos 10 anos, envolvidos em graves acidentes no país, morreram ou mataram por estarem sob o efeito de substâncias entorpecentes ou de álcool, não saberíamos responder. Não há estatísticas confiáveis sobre tal tema. Esse fato demonstra, apesar dos inegáveis resultados positivos até aqui obtidos com a implantação da Lei Seca, o quanto ainda somos atrasados, em relação a países de primeiro mundo, em termos de segurança de trânsito e na fiscalização de motoristas drogados. Um estudo apresentado num congresso médico na França, em 2005, mostrou que cerca de 40% das pessoas, com menos de 30 anos, que morreram em acidentes rodoviários naquele país, entre 2001 e 2004, dirigiam sob o efeito de maconha. Entre os mortos ao volante, que haviam fumado a droga – cerca de 800 pessoas por ano – quase 3/4 o fizeram uma hora antes do acidente. Hoje na França os motoristas parados em operações de trânsito têm que mostrar a língua para os policiais.

No Rio de Janeiro, já foi prometido, há algum tempo, o uso de uma espécie de ‘bafômetro antidrogas’, em operações da Lei Seca. Um aparelho que iria detectar, através da saliva, o uso de outras drogas porventura usadas pelos motoristas, tais como maconha, cocaína, ecstasy ou excesso de calmante. O resultado, após colhida por uma paleta a saliva do condutor e levada a amostra ao novo aparelho, sairia em 5 minutos. Até agora não se sabe em verdade se haverá realmente tal tipo de fiscalização. São Paulo saiu na frente, ainda que o aparelho empregado, embora anunciado homologado pela ANVISA, necessite de regulamentação do Contran, não valendo o teste como prova final para punir motoristas.

Na França, a infração de conduzir um veículo sob o efeito de drogas é ainda menos tolerada em comparação ao álcool. O motorista pode ser condenado a dois anos de prisão, multa de 4,5 mil euros (mais de R$ 10 m il) e a suspensão da carteira de motorista por até três anos. Após o sucesso da Lei Seca, com apoio progressivo de motoristas – muitos mudaram de comportamento – falta agora ao trânsito brasileiro também inibir o uso de substâncias entorpecentes ao volante. Trânsito é meio de vida, e drogados e alcoolizados ao volante são uma perigosa ameaça à vida humana. Não há dúvida.

*Tenente coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro e articulista da ABETRAN 
17-05-13


TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Seja o primeiro a comentar este artigo. | Publique este artigo no seu site | E-mail

 
Como são produzidas as lesões no trânsito? Imprimir E-mail

* Dirceu Rodrigues Alves Jr.

 


O trânsito vem mostrando a cada dia maior número de vítimas, e pior, com lesões cada vez mais graves.


 

Conter esse descalabro parece, as autoridades, insolúvel.

Porque ocorrem lesões de pequeno, médio e grande porte? É isso que precisamos entender e praticar com objetivo de reduzir o alto número de acidentes no trânsito.

Energia cinética é a energia que anima um corpo em movimento.

A energia cinética do trauma ou biomecânica do trauma estuda a transferência de energia de fonte externa para o corpo da vítima.

Lesões por movimento são responsáveis pela maioria das mortes e sequelados em nosso país.

Fatores múltiplos levam ao acidente, principalmente velocidade, álcool, drogas, fadiga, sono e desatenções provocadas pela tecnologia introduzida no veículo. Quanto maior a velocidade, maior a energia e em cosequência lesões mais graves.

O agente lesivo é o que tem energia e que pode ser mecânico ou cinético, térmico, químico, elétrico e radiação.

O ambiente do acidente faz suspeitar de lesões que serão encontradas.

O aumento do peso dos órgãos pode produzir: ruptura, arrancamento, deslocamento e outros.

Numa desaceleração brusca ou colisão, o fígado que tem um peso médio de 1,700kg, a 100 km/h terá o peso de 47 kg. O coração que tem 0,300 KG passa a 8 kg. O rim com 0,300 kg passa a 8 kg. O cérebro com seus 1,500 kg passam para 42 kg. O baço sai de 0,150kg para 4 kg. Podemos afirmar que a 100 km/h o corpo pesa 28 vezes mais.

Interessante é que no que chamamos de trauma fechado ocorre deformidade da parte externa que volta ao normal deixando lesão interna. É dessa forma que não vemos lesão externa e, no entanto temos, por exemplo, uma ruptura do baço ou uma lesão no fígado. Aparentemente nada aconteceu, no entanto, existe um quadro gravíssimo dentro do abdome.

No trauma penetrante forma-se uma cavidade permanente.

Numa colisão a energia cinética projeta a pessoa para cima e para frente na velocidade em que estava o veículo. Irão aparecer lesões decorrentes da energia cinética absorvida pelo corpo.

Num acidente de trânsito existem três tipos de colisão:

1ª colisão - A energia cinética é absorvida pelo veículo

2ª colisão - deformidade de estruturas internas evidenciando onde a vítima colidiu

3ª colisão - lesões na vítima



Na colisão (impacto e parada do veículo), costumamos dizer que a duração desse choque é um lapso de tempo. Estima-seque corresponda a um décimo de segundo.

As colisões da máquina podem ser frontal, lateral, traseira e capotamento, sendo este impossível de se prever lesões.

Com a moto temos colisão e queda.

Nos atropelamentos as lesões são mais graves porque a vítima absorve toda a energia. Caracterizam-se três tipos de colisão:

1ª colisão - com o corpo

2ª colisão - com o veículo

3ª colisão - corpo com solo

Os atropelamentos em adultos, quase sempre produzem fratura de membros inferiores com lesões secundárias produzidas pela 2ª e 3ª colisões. Em crianças, compromete bacia e tronco e ocorre impacto secundário com a cabeça.

Na desaceleração vertical (queda) depende da altura, região do corpo que recebe o impacto e a superfície atingida.

Devemos suspeitar de trauma grave quando houver óbito de ocupante, temos que imaginar que outros ocupantes receberam a mesma energia cinética. Também quando houver ejeção, queda maior que duas vezes a altura da vítima e colisão com velocidade a cima de 32 km/h.

O estudo do departamento de tráfego britânico mostra que com:

          32 km/h -

                            - 5% vão a óbito

                            - 65% sofrem lesões

                            - 30% ilesos

           48 km/h -

                              - 45% vão a óbito

                              - 50% sofrem lesões                                              

                              - 5% sobrevivem

            64 km/h -

                               - 85% vão a óbito

                               - 15% sofrem lesões

 

A velocidade é mais importante que a massa. Dobrando a massa do carro teremos o dobro da energia. Enquanto que dobrando a velocidade teremos o quádruplo dessa energia.

Uma colisão a 60 km/h é como se sofresse uma queda do11º andar de um prédio. A 80 km/h seria do 20º andar. A 120 km/h do 45º andar.

Dessa forma, podemos dizer que a energia mecânica de colisão de um automóvel com uma árvore, parte será absorvida pela árvore, pelo carro e por seus ocupantes. Parte dessa energia será dissipada sobre a forma de calor. Ocorre transferência de energia.

A aceleração e desaceleração são causadas pela transferência de energia para mover um corpo em repouso ou pará-lo quando em movimento.

A colisão frontal tem o que se chama de efeito tesoura porque cabeça e tronco são projetados violentamente para frente produzido lesões de face, cabeça, pescoço, lesões internas no abdome e coluna lombar.

A vítima nessa condição tem 25 vezes mais possibilidade de ir a óbito.

Quando o banco está muito reclinado (a cima de 110º) há grande possibilidade de evoluir com fraturas de membros inferiores, bacia, tórax, abdome, pescoço e cabeça.

Concluímos que quanto mais velocidade maior é a dificuldade de frenagem, maior a possibilidade de colisão de alta energia e maior a possibilidade de óbito e lesões graves. Tudo isso justifica as ações dos gerentes de tráfego atuarem de maneira imperiosa no controle da velocidade quer na área urbana quer nas rodovias.  A necessidade de fiscalização e de multas não pode ter o cunho de aumentar a arrecadação do município, mas sim de preservar vidas.


*Diretor de comunicação e do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional da ABRAMET

25-04-13


TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Seja o primeiro a comentar este artigo. | Publique este artigo no seu site | E-mail

 
A gente não quer só asfalto Imprimir E-mail
*Marcos de Sousa 


Câmeras, sensores e monitoramento via satélite podem melhorar o panorama da mobilidade urbana nas cidades, afirmam os especialistas que defendem o conceito de cidades inteligentes.

Tudo isso, mais rádio, TV, internet e alguns aplicativos para telefones celulares (smartphones) já permitem que o morador de qualquer cidade decida - antes de sair de casa - qual sistema de transporte utilizar: carro, metrô, ônibus, bicicleta própria, bicicleta compartilhada, ou simplesmente ir a pé.

Quer tentar? Acesse a página Sites de aplicativos de mobilidade, recém criada pelo Mobilize e experimente os sistemas já disponíveis no Brasil. 

No entanto, não há aplicativo, semáforo inteligente, trem ou ônibus monitorado por satélite que consiga contornar a inércia burra que continua a guiar as autoridades brasileiras na condução das políticas de mobilidade urbana. Prefeitos, governadores e gestores federais ainda consideram intocável o terreno conquistado pelo automóvel nas ruas, avenidas, praças e edifícios do país. 

Resultado dessa postura são os últimos indicadores de poluição atmosférica aferidos em São Paulo: segundo dados da Cetesb, órgão que verifica a condição do ar na cidade, a poluição por ozônio bateu recorde na Região Metropolitana da capital paulista em 2012 e o paulistano ficou mais de três meses respirando o poluente em níveis acima do padrão de 150 microgramas por metro cúbico. É o pior índice dos últimos dez anos, informou a companhia, que atribui o resultado ao crescimento da frota de veículos motorizados.

Outro indicador importante foi publicado pelo Sistema de Informação da ANTP e revela que a poluição e os acidentes provocados pelo trânsito urbano têm um custo anual de 21,3 bilhões de reais, valor suficiente para construir perto de 200 km de metrô.

Enquanto o setor público hesita, alguns iniciativas de empresas e pessoas começam a mudar paradigmas. É o caso da ONG Etev, da cidade de Santa Rita, na Paraíba, onde um motorista de ônibus lidera um movimento de educação para o trânsito e realiza pequenas obras que fazem a diferença, como a construção de calçadas e a implantação de sinalização nas proximidades de uma escola.

Outra ação exemplar vem de grandes corporações com sede em São Paulo, que estão estimulando seus funcionários a usar o transporte público, bicicletas e compartilhar carros em sistemas de caronas. A ideia é reduzir o tempo de viagem até as sedes da empresas. Hoje os paulistanos gastam 42,8 minutos para chegar ao trabalho, um dos índices mais altos do mundo.

Do outro lado do Atlântico, o jornalista Du Dias, do Blog Mobilize Europa, experimenta o que há de mais avançado na integração entre transportes públicos e o uso da bicicleta. No momento ele pedala sua bike em direção oeste, mas deixou suas reflexões sobre a viagem entre Holanda e Alemanha, enfrentando os ventos do Mar do Norte. Vamos com ele! 

 

 


*Editor do Mobilize Brasil

25-04-13


TRÂNSITO: UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO!

Seja o primeiro a comentar este artigo. | Publique este artigo no seu site | E-mail

 
<< Início < Anterior | 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | Próximo > Final >>

Resultados 1 - 9 de 576
Advertisement