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Trechos que serão entregues têm cerca de sete quilômetros e estão localizados entre o município de Barão de Cocais e o trevo de Itabira (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Primeiros sete quilômetros da duplicação da rodovia serão em parte liberados este mês. Lideranças políticas de Minas querem aproveitar para trazer Temer ao estado e pressionar por mais verba

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Próximo a Caeté, previsão inicial para a conclusão da obra era este mês, o que novamente não se confirmou (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

 

De maio de 2014 até o mês passado, foram liberados R$ 528,2 milhões para duplicação da BR-381 sem que a obra avançasse. Promessa de entrega do trecho em Minas em 2016 não se concretizou

A duplicação da BR-381 ultrapassou em junho a marca de meio bilhão de reais em investimentos públicos. De maio de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff assinou a ordem de serviço da obra, até o mês passado foram desembolsados R$ 528,2 milhões com a obra viária mais importante de Minas Gerais.

O valor seria motivo de comemoração não fosse um detalhe que chama a atenção: três anos após as máquinas começarem a trabalhar, nenhum metro de asfalto foi entregue aos usuários da rodovia.

Segundo informações do Ministério dos Transportes – obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação – o montante gasto com a execução das obras até agora foi de R$ 474,7 milhões, além de R$ 17,5 milhões gastos na gestão ambiental do empreendimento, R$ 17,4 milhões no gerenciamento e mais R$ 17,6 milhões na fiscalização das obras.

O valor total informado pelo ministério, que ultrapassou meio bilhão de reais, não inclui os gastos com desapropriações e reassentamentos de moradores das margens da rodovia.

De acordo com os editais lançados em 2014, em evento que reuniu em palanque centenas de ministros, deputados e prefeitos da região em Ipatinga, no Vale do Aço, pelo menos cinco trechos da Rodovia da Morte – dos oito trechos em que a obra nos 303 quilômetros entre a capital mineira e Governador Valadares foi dividida – já estariam entregues duplicados aos motoristas e passageiros.

Os trabalhos começaram a todo vapor em 2014, quando foram montados os canteiros de obras e espalhadas faixas anunciando a duplicação ao longo da rodovia.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press


“Os projetos estão todos aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as empresas estão mobilizadas”, afirmou o então ministro dos Transportes César Borges,