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MINHA PARCELA DE CULPA

Fico aqui pensando, a respeito dessa nova medida de acerto de contas, dos infratores no trânsito.

Entendo que estamos passando por dificuldades econômicas, causadas, mais uma vez e sempre, pela incompetência daqueles que usurpam nossas riquezas para seus interesses pessoais, mas ainda não compreendi muito bem, essa medida de parcelamento de infrações no trânsito.

De um lado, ela aparenta ser conivente com esse quadro de dificuldades, ajustando as despesas que o cidadão brasileiro acarreta, pela desigualdade da distribuição de renda a que está submetido, ad eternum.

Afinal, as arrecadações do governo precisam ser mantidas num patamar de segurança, que permita administrar e cumprir os compromissos públicos, não é mesmo?

As punições administrativas no trânsito, portanto, passam a partir de agora, a serem negociadas. Não me lembro, na minha carreira de estudante, de ter sido contemplado com notas parceladas, quando deixei de estudar o suficiente para manter minhas médias nas disciplinas e, nem quando fui reprovado. Ou alcançava o bom desempenho, ou repetia o ano.

Os infratores, ganham uma flexibilidade de punição que me deixa preocupado com a influência que isso poderá causar, na conduta de seu papel de motorista e, na compreensão do seu delito.

Quando era estudante, sabia que tinha que estudar para tirar boas notas.

Agora que sou motorista, sei que não preciso me preocupar com isso.